Palmeiras x Ferroviária: prováveis escalações, desfalques e onde assistir

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Às 17h deste sábado, no Allianz Parque, o Palmeiras recebe a Ferroviária, pela nona rodada do Campeonato Paulista, e de olho na melhor campanha da competição. O Verdão está em segundo lugar no Grupo B, com 17 pontos, dois atrás do Santo André, o líder geral, e entrará em campo cheio de reservas, já que enfrenta o paraguaio Guaraní, na terça-feira, pela Libertadores. O time de Araraquara está na terceira colocação do Grupo D, com nove pontos, a dois do Bragantino e um do Guarani, ambos na zona de classificação da chave.

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data-Hora: 7/3/2020 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Douglas Marques das Flores (SP)
Assistentes: Herman Brumel Vani e Vladimir Nunes da Silva (ambos de SP)
Onde acompanhar: Premiere e tempo real do LANCE!

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PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Patrick de Paula, Zé Rafael e Lucas Lima; Gabriel Veron, Rony e Luan Silva. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Desfalques: Felipe Melo (suspenso) e Mayke (problema físico)
Pendurado: Gustavo Gómez

FERROVIÁRIA:Saulo; Lucas Mendes, Max, Elton e Bruno Recife; Mazinho, Tony e Claudinho; Henan, Felipe Ferreira (Patrick Brey) e Hygor. Técnico:Sérgio Soares
Desfalque:Patrick (problemas físicos)
Pendurados:Lucas Mendes, Carlão e Mazinho

Para amenizar falta de público, Arena reproduz som da torcida corintiana

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O Corinthians utilizou de uma ação curiosa para amenizar a falta de público no jogo contra o Ituano, neste domingo, pela décima rodada do Campeonato Paulista. O clube colocou sons de cantos da torcida corintiana nos alto-falantes para criar um ambiente de jogo ‘normal’ para os jogadores.

Desde o apito inicial, os gritos começaram a ser ouvidos no estádio. Com gritos de ‘Timão eô’, entre outros, o sistema de som acabaram executando diversas músicas da torcida. As vezes, o som ficava mais alto, na medida do desenrolar do jogo.

Além dos alto-falantes, os telões da Arena reproduziram uma espécie de ‘torcida virtual’ para criar ainda mais a ‘realidade’ dos jogos corintianos. Bandeiras e faixas estavam estendidas na arquibancada do estádio.

Veja o vídeo divulgado pelo Corinthians

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LANCE! Espresso: O futebol parou, e podemos ajudar a trazê-lo de volta

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A cena é chocante. O gramado do Pacaembu, um palco clássico do futebol brasileiro, mal pode ser visto em imagens aéreas. O que se vê são tendas enormes, improvisadas para receber 200 pacientes a partir de quarta-feira. Do futebol não há mais notícias, é um mundo que parou à espera da passagem de um vírus que tomou conta do planeta.

Jogadores, técnicos, dirigentes e todos os envolvidos no espetáculo estão em casa, confinados, esperando. Não se sabe como será resolvido o calendário, se os estaduais serão encerrados sem campeões, se o Brasileiro terá novamente uma edição em mata-mata, se o calendário será ajustado ao europeu.

Atletas publicam vídeos do que estão fazendo enquanto o tempo (não) passa. Incrivelmente, o esporte mais popular do mundo parou. É como se não existisse. Nas noites de quarta-feira e tardes de domingo, a TV aberta mostra outras atrações e os canais esportivos da TV paga, reprises ou repetições de jogos famosos, porque atémesmo os debates estão comprometidos – e vai se debater o quê, não é?

A imagem que define o futebol, hoje, é o Pacaembu, este belo senhor prestes a completar 80 anos, transformado em hospital. E para que ele volte o mais rápido possível a se parecer com um estádio de futebol, você tem uma missão: fique em casa.

O LANCE! Espresso é uma newsletter gratuita que chega de manhã ao seu e-mail, de segunda a sexta. É uma leitura rápida, que vai colocar você por dentro das principais notícias do esporte. A marca registrada do jornalismo do LANCE!, com análises e contextualização de Fabio Chiorino e Rodrigo Borges. Clique aqui e inscreva-se.

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VP de Futebol do Botafogo em 2010 diz: 'Contratamos o Herrera durante a apresentação do Loco Abreu'

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O Ataque Mercosul é uma das duplas ofensivas mais marcantes da história recente do Botafogo. Lado a lado, Germán Herrera e Loco Abreu foram campeões cariocas em 2010 – título que completa dez anos neste sábado. Poucos meses antes da glória, em 2009, contudo, o Alvinegro lutou até a última rodada do Brasileirão contra o rebaixamento.

Em entrevista exclusiva ao LANCE!, André Silva, vice-presidente de futebol nos dois anos citados, comenta que a ordem após o final de 2009 foi montar uma equipe para se desprender dos três vice-campeonatos seguidos para o Flamengo e buscar uma nova mentalidade.

– No final do ano a gente tem certeza de que precisamos reforçar o time para não passar pela mesma coisa (lutar para não cair). Isso que é feito. Começamos a procurar peças que achamos que vão a se adequar e tirar um pouco daquela coisa dos três anos de derrota. A gente precisava de gente nova no grupo que estivesse fora daquela mentalidade. Era mais ou menos o mesmo time, então a gente tinha que enxertar algumas peças para tirar essa estigma. Acho que isso foi muito bem executado. Quem chegou veio pensando no presente e no futuro – analisou.

Desta forma, o Botafogo foi atrás de um alvo: Loco Abreu. Atacante que havia feito o gol que classificara o Uruguai para a Copa do Mundo da África do Sul meses antes, mas estava sem espaço no futebol grego. André Silva revelou que o nome do camisa 13 chegou aos seus ouvidos no dia 31 de dezembro.

– Estava deitado no sofá, na casa da minha mãe, esperando para passar o Réveillon e o Anderson Barros (diretor de futebol da época) me liga e fala: “Loco Abreu, o que você acha?”. Eu pulei da cadeira. Imediatamente fui no computador e entrei no Soccer Association e vi que ele estava no Aris. Não tinha jogado muito, mas não tinha lesão. Respondi que era um nome excelente e podia começar a negociar – lembrou.

O que poucos sabem é que a diferença entre o ato de Loco Abreu ter vestido a camisa do Botafogo e a diretoria ter contratado Germán Herrera é de poucos minutos. Os dois fatos acontecerem praticamente simultaneamente. André Silva explica que o Grêmio aceitou diminuir a pedida financeira pelo argentino quando uruguaio estava sendo apresentado e Anderson Barros finalizou o trabalho do salão nobre de General Severiano.

– A gente foi apresentar o Loco com o Zagallo, camisa 13, no salão nobre. Estou caminhando para a mesa de coletiva e uma repórter me pergunta sobre o Herrera, falo que estava muito longe. O Grêmio tinha pedido um valor que a gente não tinha condição de pagar. Durante a apresentação, o Anderson me manda um SMS dizendo que o Grêmio havia reduzido a proposta para um valor que já tínhamos deixado pré-acordado. No final da entrevista, o Anderson toca no meu ombro e diz: “Herrera ok”. Quando eu passo pela porta eu encontro aquela repórter e digo: “O futebol tem umas coisas que são tão rápidas e mudam de uma hora para outra”. Ela não entendeu nada (risos). Contratamos o Herrera durante a apresentação do Loco Abreu – contou.

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A busca por Loco Abreu
O nome de Loco Abreu chegava aos ouvidos da diretoria do Botafogo no dia 31 e a negociação seria concretizada em 3 de janeiro de 2010. A rápida negociação teve, de acordo com André, apenas um entrave: a questão do imposto. Com medo de perder a contratação do uruguaio para um rival, o dirigente teve a aprovação do Maurício Assumpção para assinar o contrato e fechar o acordo.

– O Loco tinha o empresário que era uma verdadeira ave de rapina. O Jorge (Chijane) era uma pessoa leal, honesta, mas briga pelo jogador dele até o último segundo. As negociações estavam se concretizando de acordo com o que havíamos combinado, só que chegou na questão do imposto. Eles queriam que nós pagássemos, mas na nossa cabeça quem paga é quem recebe. Isso gerou impasse. A negociação já tinha vazado, a torcida animada… O Jorge até disse que o Fluminense tinha acabado de ligar, não sei se foi uma forma de pressionar, mas na época eles eles atravessavam muitas negociações por conta da Unimed. Liguei para o Maurício (Assumpção, presidente) e a gente consegue resolver 2 horas da manhã – afirmou.

Ao ser procurado pelo Botafogo, Abreu procurou informações do clube com um uruguaio que havia passado pelo clube anos antes. Com respostas positivas, deu sinal verde para prosseguir a negociação, considerada feliz pelo dirigente.

– A negociação foi muito boa. O Loco ligou para o Castillo, os dois jogaram na Seleção Uruguaia, e ele falou da dimensão da torcida do Botafogo e que a nova diretoria tinha a ideia de pagar em dia. O Loco estudou a história do clube e ficou muito impressionado. É uma situação complexa porque eu saio de General Severiano para ir buscá-lo no aeroporto e, não sei de que forma vazou a notícia, mas quando a chego na sede já tem torcedor esperando. Estava com o Loco, o Jorge, empresário dele e mais duas pessoas que trabalhavam com o agente dele – lembrou.

Apesar de ter feito uma contratação deste tamanho, André Silva garante que o salário de Loco Abreu estava dentro da realidade financeira do Botafogo. O VP de Futebol afirmou que qualquer contratação passava pela área financeira antes de ser aprovada.

– Na época era uma folha muito enxuta, a gente tinha pego o clube em uma situação muito ruim. Tínhamos a metodologia de ver a parte técnica e a financeira. Se a técnica agradasse e o jogador topasse a gente passava a proposta para o vice financeiro, o Cláudio Good, e o diretor financeiro, o Marcelo Murad, e eles faziam a projeção de ano para ver se estava dentro do orçamento – citou.

OUTRAS DECLARAÇÕES DE ANDRÉ SILVA

2009
– Foi um ano que teve dois momentos distintos. Teve a final do Carioca que a gente é derrotado pelo Flamengo nos pênaltis e te dá a falsa impressão que você terá um ano relativamente tranquilo e aí quando chega no Brasileiro aquilo não acontece. Lutamos muito para nos manter, brigamos até o último jogo, contra o Palmeiras. A gente se manteve muito graças ao fechamento do grupo, a chegada do Jefferson e o próprio Jobson.

Jobson punido em 2010
– A gente fica preocupado, mas o que mais preocupa era a situação do jogador. A gente sabia das dificuldades dele e, por mais que você tenha o lado profissional, também tem o lado ser humano. É um misto de preocupações que acabam acontecendo. Mas a gente achava que com as peças que estávamos trazendo e os meninos que estavam subindo, como o Caio, conseguiríamos suprir isso.

Time com estigma de perdedor
– O time, na verdade, não era assim, mas a torcida pensava desse jeito. Eu acho que essas contratações (Loco Abreu e Herrera) serviram também para impactar a torcida. A diferença de 2009 para 2010… Quando a gente chegou na final de 2009 só haviam torcedores do Flamengo no estádio. Em 2010 a torcida do Botafogo estava até em maior número. Aquilo deu uma motivação muito maior.

O que procuraram além de Loco e Herrera
– A gente subiu o Alex e o Caio, eram jogadores que tinham sido contratados junto a uma parceria junto ao CFZ, jogaram dois anos juntos na base do Botafogo. Eles ajudam muito, principalmente o Caio. Tem a contratação do Somália, que veio muito bem, Antônio Carlos para a zaga, uma contratação difícil, e a questão da contratação do Joel. Naquela goleada para o Vasco por 6 a 0, nós tivemos uma tarde muito ruim, o Estevam (Soares) saiu e o Joel veio com o jeito dele e deu uma liga no time, comissão técnica, diretoria e o negócio mudou. Saímos do 6 a 0 achando que teríamos o pior ano da nossa vida para o título carioca e o sexto lugar no Campeonato Brasileiro.

Renovação de Jefferson, um dos destaques do título
– Gosto muito dar a glória a quem merece. O Ney Franco me pediu o Jefferson em 2009. Eu entrei em contato com ele, já estava sem contrato na Turquia e treinando em São José do Rio Preto, a cidade da esposa. Ele tinha muito interesse em voltar para o Botafogo. Fizemos um contrato escalonado, que começava um salário mais baixo mas que dava opções de aumento por performance e eles alcançou todas. Teve o aumento e a gente fez o novo contrato no final do ano seguinte. Ele gostava de jogar no Botafogo e isso acabava sendo um facilitador para as renovações. Eu acho que Jefferson e Botafogo foi um casamento muito perfeito.

Interesses de outras equipes no Caio Talismã
– Recebemos sondagens do futebol brasileiro e da Rússia, mas ele era um garoto muito bom e não passou disso. Eu procuro sempre saber como estão os meus meninos (risos), que subiram comigo. Ele está muito bem no mundo árabe, graças a Deus. Assim como o Alex, William, em Portugal, Vitinho, Dória, Gabriel… Aquela geração que subiu ajudou muito a gente e que estão bem. O Caio acabou sendo o diferencial. O Joel criou uma jogada com ele em cima dos laterais adversários no segundo tempo, quando eles estavam mais cansados, e surtia um efeito danado. Era a jogadinha que matava os outros times.

Decepção por não ter ido à Libertadores de 2011
– Fica, evidente. A gente foi para o último jogo, contra o Grêmio, com chance real de conseguir a vaga, mas a gente teve um jogo muito complicado. Tivemos uma arbitragem desastrosa, o árbitro expulsa o Joel no começo do jogo de uma forma absurda, a primeira coisa que ele falou acabou sendo expulso. O Grêmio jogou melhor, não estou tirando o mérito. Mas também teve que os jogadores do Grêmio jogaram de uma forma agressiva demais, tanto que o Caio entrou e três minutos depois sofre uma falta e sai do jogo. Volto a dizer: o Grêmio foi merecedor do resultado, mas esses dois pontos atrapalharam demais o Botafogo.Eu tinha uma real expectativa de conseguir uma vaga na Libertadores, mas acabou não acontecendo.

De 0 a 10, como avalia as contratações feitas em 2010
– Não vou dar dez porque acho que seria absurdo falar isso de mim mesmo. Vou dar oito, foi uma montagem de time que só faltou a vaga para a Libertadores. Mas já foi começando a plantar a vaga. Batemos na trave em 2011 com o finado Caio Júnior e aí se conseguiu em 2013. O próprio Oswaldo de Oliveira, eu já nem era VP de futebol, em uma generosidade muito grande, é entrevistado e diz que o trabalho começou comigo e com o Anderson Barros. Foi muito generoso. A verdade é que a gente não percebe é que o trabalho, tanto para o bem quanto para o mal, é sempre iniciado em gestões anteriores. Traz uma espinha dorsal da montagem anterior, não dá para mudar 30 jogadores de uma vez.

Felipão explica piora do Palmeiras em 2019: Deyverson parou de render

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Há menos de um ano, o Palmeiras fazia campanha quase perfeita nas nove primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, com larga vantagem na liderança. Mas, depois da pausa do torneio durante a Copa América, o time perdeu força, a ponto de ter gerado a demissão de Luiz Felipe Scolari. E o técnico explica que a queda tem muito a ver com a piora de alguém que considerava fundamental para fazer seu esquema funcionar em campo: Deyverson.

– Tínhamos uma situação de trabalho e organização da equipe em que nos baseávamos bastante nas características dos atletas que jogavam. O que nos dava suporte para aquele estilo de jogo era o Deyverson, que joga muito e fez um Campeonato Brasileiro espetacular em 2018, sendo um dos alicerces do título do Palmeiras. Ele fazia uma marcação muito forte no campo adversário, e trazia, junto com ele, os nossos jogadores – disse Felipão à Fox Sports.

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– No começo da Copa América, notamos que a equipe já não tinha aquela agressividade e postura. Nem o Deyverson dava o que pretendíamos. Não conseguimos arranjar a equipe de forma igual aos nove primeiros jogos do Brasileiro e como jogamos desde que chegamos, em 2018. As alternativas que procurávamos não correspondiam. Os atletas tentavam, mas não era a mesma coisa. Não conseguimos dar sequência naquele trabalho – completou.

– A derrota na Copa do Brasil, nos pênaltis, para o Internacional, quando já estávamos quase na semifinal, e depois, a derrota em casa, para o Grêmio, de virada, quando tínhamos o jogo à disposição, foram fatores que influenciaram na nossa saída – prosseguiu Scolari, demitido em agosto, menos de dois meses depois da retomada das competições com o fim da Copa América.

A eliminação para o Grêmio, na Libertadores, foi ainda mais marcante. O Verdão tinha vencido a ida das quartas de final, em Porto Alegre, por 1 a 0. Mas perdeu, de virada, por 2 a 1, no Pacaembu, caindo por ter feito menos gols fora de casa. Causando uma frustração que já tinha ocorrido na semifinal do ano anterior, quando o Boca Juniors ganhou por 2 a 0 na Argentina e avançou à final com 2 a 2 no Allianz Parque. O sonho de outra Libertadores no clube, então, não foi cumprido por Felipão.

– Quando vim para o Palmeiras, a intenção era ganhar mais uma Libertadores em um, dois anos. Era tudo que queríamos e imaginávamos em 2018 e 2019. Tínhamos uma excelente equipe, bem organizada, e com a possibilidade de contrato de um ou outro jogador. Perdemos em dois momentos cruciais, por determinadas situações que não conhecíamos ou conhecíamos e não conseguimos fazer com que o adversário fizesse errado – lembrou.

– Pecamos, contra o Boca Juniors, em dois momentos no segundo tempo e tomamos dois gols, e o Boca Juniors soube se colocar à vontade no segundo jogo. Depois, em casa, tivemos dificuldade contra o Grêmio e fomos superados em dois momentos, principalmente, com a qualidade muito grande de um atleta do Grêmio – recordou, falando do atacante Everton.

Sem ter acertado com nenhum clube ou seleção desde a sua saída do Palmeiras, Felipão, campeão da Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira, define a Libertadores que venceu com o Palmeiras, em 1999, como a sua principal conquista na competição continental de clube. Maior até do que a edição de 1995, que ganhou à frente do Grêmio.

– A Libertadores que ganhamos foram difíceis, como é normal. Pela história, o melhor jogo foi o nosso jogo final, ganhando nos pênaltis, pelo Palmeiras, com o Zinho, nosso melhor batedor, começando acertando a trave, o Marcos caindo nos cantos errados e fomos até a quarta bola com ela batendo na trave e passando, nas costas do Marcos, a centímetros de entrar. E ganhamos no último pênalti. Embora tenha ganhado só duas, essa vou me lembrar como a melhor de todas, por ter sido mais difícil – recordou.

Romário, ao LANCE!: 'Não basta a CBF dar dinheiro. Ela tem que cobrar dos clubes a sua correta aplicação'

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A vivência no futebol dá a Romário a certeza de que os clubes terão de percorrer um caminho tortuoso até driblarem os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. Aos seus olhos, o “socorro financeiro” dado pela CBF deve ser apenas o pontapé inicial para que as equipes saibam apresentar o esperado poder de reação em suas gestões.

– Asolução não está apenas em dar recursos, mas fomentar e desenvolver novos parâmetros de gestão para os clubes – afirmou o ex-jogador, em entrevista por e-mail ao LANCE!.

Senador pelo PODE-RJ, o Baixinho acredita que a entidade máxima do futebol brasileiro tem um “importante papel nesta retomada”, pede modernização de gestão e, em especial, maior união entre os cartolas.

LANCE!: Quais são os caminhos para os clubes brasileiros voltarem a se estruturar diante dos tempos difíceis da pandemia do novo coronavírus?

Romário:A pandemia afeta a todos, sem exceção, mas trará mais problemas para aqueles que já estavam com suas contas desestruturadas. Ficará mais evidente a necessidade de uma reformulação na gestão de vários desses clubes e uma definitiva profissionalização. Não dá mais para orçamentos de R$ 300 ou 400 milhões serem geridos por amadores, que nem dedicação exclusiva dão ao clube. Fica cada vez mais importante também os clubes se unirem em torno de seus interesses e do futebol brasileiro como um todo, e parar de cada um agir de maneira egoísta. Ao contrário do campo, fora dele, não basta ter apenas um vencedor. O sucesso é conjunto.

L!:O senhor destacou a postura recente da CBF ao suspender taxas de registro e transferência de jogadores por tempo indeterminado para clubes de menor investimento. Quais outros caminhos a entidade pode seguir para dar um amparo maior a estes clubes?

A CBF tem um importante papel nesse processo de retomada. Como gestora máxima da modalidade, tem estrutura e caixa para ajudar o sistema do futebol nesse momento de grave crise, como vem fazendo. O presidente (Rogério) Caboclo tem se mostrado sensível a isso. Mas não basta dar dinheiro. Tem de cobrar sua correta aplicação, senão vai ser aquela história da torneira e do ralo. Soubemos nessa semana que o time do Audax, que faz parte da série A1 do Campeonato Brasileiro feminino, recebeu os R$ 120 mil de ajuda e não pagou suas atletas. Isso é um absurdo!

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‘É importante que os clubes se unam em torno de seus interesses e do futebol brasileiro, e parem de agir de maneira egoísta’, diz o ex-atacante

L!:Alguns clubes das Séries A e B também já apresentavam problemas financeiros antes da pandemia. Acredita que devam receber suporte financeiro da CBF de que maneira? Crê que as agremiações possam se reerguer e sanar suas dívidas futuramente?

Os clubes precisam, definitivamente, se erguer e se estabelecer com suas próprias pernas. É claro que, num momento de grave crise como o que estamos vivendo, alguma ações de ajuda financeira são necessárias, sobretudo para os pequenos. Já me manifestei sobre isso, inclusive. É como o paciente que vai para o hospital e precisa de uma injeção, para combater uma doença. Depois, volta pra casa com a recomendação médica de mudar alguns hábitos de vida, ou voltará a ficar doente. Os clubes ( não todos, mas uma boa parte deles) são estes pacientes que continuam bebendo muito, fumando, sem fazer exercício físico e que, quando a doença aperta, vão logo pedir um socorro. A CBF, nesse sentido, tem de liderar um processo de mudança nesse ambiente de gestão coletiva e individual dos clubes.

L!:Além de uma presença mais incisiva da CBF, crê que seja o momento do Estado intervir de alguma forma para “socorrer” o futebol brasileiro?

Em termos de recursos, não. O dinheiro público tem outras prioridades, como saúde, educação, segurança pública. Os inúmeros refinanciamentos das dívidas fiscais demonstraram que não são suficientes, e acabam “viciando” os clubes. Mas acho, sim, que podemos contribuir com alguns aperfeiçoamentos na legislação para que criemos um ambiente estruturado e saneador para o futebol, que hoje ainda vive de alguns poucos clubes com uma gestão competente e transparente, mas cuja maioria ainda não se modernizou e se profissionalizou.

‘Podemos contribuir com alguns aperfeiçoamentos na legislação para que criemos um ambiente estruturado e saneador para o futebol’, afirma Romário, sobre forma do Estado ajudar os clubes brasileiros

L!:O que acha dos projetos do clube-empresa e da Sociedade Anônima do Futebol (SAF)?

Acho extremamente importante debatermos e discutirmos esse tema no Parlamento, junto com toda a sociedade e os atores do futebol envolvidos. Como já mencionei, precisamos criar um ambiente favorável de gestão dentro do futebol. Não creio que tenha fórmula mágica e universal. Temos estudado modelos de diversos países para buscar o nosso, de acordo com as nossas características. Tanto o projeto que veio da Câmara, do deputado Pedro Paulo, quanto o do senador Rodrigo Pacheco tem seus méritos. Temos de buscar um entendimento lá adiante sobre o modelo que precisamos, sem imposições ou novo derrame de dinheiro público. A prioridade do país agora é combater a pandemia. Mas, certamente, essa questão entrará na agenda do Parlamento mais adiante.

L!:O senhor fez um projeto de lei para que a Seleção Brasileira se tornasse um patrimônio cultural. Como fazer com que o futebol nacional volte a ser mais atrativo, seja em jogos da Seleção ou em competições nacionais?

Com mais transparência e gestão profissional, seja nas entidades de prática quanto nas de comando e administração. Isso trará naturalmente mais organização e recursos para o futebol brasileiro, e conseguiremos manter a maior parte de nossos craques jogando aqui, criando raízes com a torcida e desenvolvendo a nossa técnica. Antigamente, bastavam o improviso e o talento natural de nossos jogadores para encantarmos o mundo. Talentos, ainda temos. Mas falta gestão para mantê-los aqui e desenvolvê-los com o nosso estilo de jogo, dentro de um futebol mais moderno e ágil. A Seleção Brasileira será consequência disso.

Decisão do Campeonato Paulista terá bola especial

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A final do Campeonato Paulista entre Corinthians e Palmeiras terá mais um atrativo nesta quarta-feira (5), na Arena. A Federação Paulista de Futebol divulgou imagem de uma bola especial.

O modelo S11 Ecoknit é produzido pela Penalty e virá com os escudos dos times, data da partida e a #DerbyFinal.

O primeiro confronto acontece em Itaquera a partir das 21h30. O duelo de volta será disputado no sábado (8), no Allianz Parque às 16h30.

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Fim da 'maldição' do Grêmio na Liberta completa três anos. Relembre

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O desfecho de uma maldição de quatro edições seguidas de eliminações nas oitavas de final da Libertadores será lembrado pelos torcedores do Grêmio neste domingo, no segundo episódio da série “Todo Resultado É Possível”, da Betfair.net.

O triunfo dos comandados de Renato Portaluppi por 2 a 1 sobre o Godoy Cruz (ARG), em Porto Alegre, com uma virada emocionante que abriu caminho para o tricampeonato em 2017, completa três anos nesta data.

– Era um trauma, uma etapa a ser superada e isso incomodava, até porque o clube viveu um período difícil. Foram 15 anos sem títulos além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Série incômoda encerrada em 2016 com a conquista da Copa do Brasil, sob a batuta de Renato Portaluppi, que levou o tricolor de volta à maior competição do continente. Em 2017, parecia que a história estava se repetindo, quando o time perdia para o Godoy Cruz por 1 a 0 – lembrou o comentarista Mauro Cezar.

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Após uma vitória no duelo de ida por 1 a 0, com gol de Ramiro, o clima no Grêmio era de otimismo com a classificação em casa.

Mas, diante de 38 mil torcedores na Arena do Grêmio, a confiança se transformou em medo logo no início da partida de volta. A sina das oitavas de final ainda tirava o sono dos gremistas.

– O Grêmio vinha de uma maldição nas oitavas de final nos últimos anos. Mesmo vencendo fora, quando sofreu um gol em casa e perdeu a vantagem, toda aquela apreensão tomou conta da Arena em Porto Alegre. A virada reforçou a força daquele elenco, com os gols de Pedro Rocha e a participação fundamental de Lucas Barrios. Foi um sentimento de que naquele ano o desfecho poderia ser diferente – afirmou Chico Garcia.

Logo no início, o goleiro Marcelo Grohe teve de fazer uma defesa importante.

E a equipe argentina abriu o placar aos 13 minutos, com Javier Correa beliscando a trave, tornando o cenário ainda mais dramático.

O susto deixou o grupo em alerta. Aos 28, Luan, pela direita, testou o goleiro Burián, que deixou a sobra para Lucas Barrios.

Atento, o atacante empurrou para Pedro Rocha selar o empate. A virada veio na segunda etapa, aos 14 minutos, novamente com Pedro Rocha, herói da classificação. Dali em diante, a equipe derrubou o Botafogo, nas quartas, o Barcelona-EQU, na semifinal, e o Lanus-ARG, na decisão.

– O Imortal conseguiu uma reviravolta histórica. Pedro Rocha brilhou com dois gols e decretou o triunfo por 2 a 1, que embalou o elenco para a conquista daquela edição, quebrando uma incômoda escrita – disse Mauro Cezar.

A série “Todo Resultado É Possível” fará os fãs recordarem oito momentos memoráveis da competição, em que o futebol quebrou prognósticos e mostrou por que é o esporte mais popular do mundo.

A atração da estreia foi o título do Flamengo em 2019, com uma vitória incrível nos minutos finais sobre o River Plate por 2 a 1, em Lima.

Tottenham: Bayern send Kane message as they eye 2023 move

European giants Bayern Munich have sent a message to Tottenham Hotspur star Harry Kane as he weighs a new deal with the north London club.

The Lowdown: Kane thriving…

It’s safe to say that the England international is back to his very best under Spurs manager Antonio Conte. Kane already has five Premier League goals over his first six games this season, averaging an impressive 3.7 attempts at goal per 90, which is more than any other Spurs player (WhoScored).

The 29-year-old is arguably Conte’s most crucial player and a real focal point in this team, as evident by his status as the Lilywhites’ best-performing player by average match rating so far in 2022/23 (WhoScored).

Therefore, it is hardly a surprise that he is attracting real attention from Europe, with news now emerging involving Bayern.

The Latest: Bayern make contact…

Indeed, according to Bild journalists Christian Falk and Tobi Altschäffl, it appears that the Bundesliga giants are hatching a 2023 plan.

They claim, via news aggregator Bayern & Germany, that the Germans have ‘told’ Kane to wait on signing a new deal at Spurs as it’s ‘too early’.

The report adds that Bayern are watching the superstar striker closely and will make a move next year if he doesn’t put pen to paper at Tottenham.

The Verdict: Interesting…

These next six months could be crucial in determining Kane’s future at the north London club.

The England campaign will surely want reassurances that he can fulfil his ambition of silverware at Spurs, and if that isn’t the case, he may well consider going elsewhere to win trophies.

A potential move to Bayern, Bundesliga champions for 10 years running, would certainly hand Kane a great chance of winning trophies, so Conte’s biggest task will be making his team competitive enough to keep their star striker in north London.

Called ‘perfect’ by former Spurs goalkeeper Joe Hart, Tottenham will not want to lose an extremely valuable asset in the lethal marksman.

West Ham must ditch Nikola Vlasic

West Ham’s signing of Nikola Vlasic has proven to be a disaster and following the summer addition of Lucas Paqueta, David Moyes must get ensure that he gets rid of the Croatian.

The Hammers paid £26m to sign Vlasic from CSKA Moscow last summer but his first season at the London Stadium was a hugely disappointing one, as he managed just one goal and two assists in all competitions.

This works out at around £8.6m per goal and assist, which represents terrible business by GSB, especially as he is now on loan with Torino in Serie A, where he has already exceeded his goal tally with the Hammers, scoring three goals in six appearances for Il Toro.

According to ExWHUemployee (via West Ham Zone), Vlasic earns £70k-per-week at West Ham, which suggests that he has been even more of a waste of money and the club should definitely look to move him on permanently, otherwise they risk paying him to sit on the bench until his contract with the Hammers expires in 2026.

Fortunately for Moyes, Torino hold an option to buy the Croatia international, so he will be hoping that he can continue his fine start to the season and convince the Serie A side to pay the necessary fee to sign him permanently.

It was definitely a strange decision from GSB to spend so much on Vlasic when you consider that he had contributed just two goals in 19 appearances during a spell with Everton, while his form at CSKA Moscow was impressive, as he hit 33 goals in 108 appearances but definitely did not justify such a large fee.

Paqueta, by comparison, would manage 21 goals and 14 assists in 80 appearances playing at a higher level with Lyon, while fellow summer addition Maxwel Cornet scored nine Premier League goals in a relegated Burnley side.

Therefore, it seems unlikely that Vlasic would be able to ever force his way back into Moyes’ plans, and considering his disappointing performances and the excessive fee West Ham paid, this signing must go down as a nightmare by GSB which Moyes must put an end to as soon as possible.

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